quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Na contra capa | Reading List - Novembro



Outubro teve poucos dias chuvosos, poucas manhãs de domingo sem muito que fazer, onde os lençóis me brindavam com um calor reconfortante, companheiro de um relógio apressado pelas palavras de um bom livro.
Outubro teve poucas noites calmas, poucas noites onde a vontade de dormir era escassa e a de ler crescente a cada vírgula marcada. 

Outubro não foi, de todo, o "meu" mês.

Li apenas um livro da minha lista e pouco ou nada escrevi (como devem ter reparado). No entanto, as águas acalmaram, os tempos mudaram e estou aqui. Escrevo-vos. Amo o livro com o qual outubro me deixou. Novembro vai ser um bom mês, porque quero que seja e todos gostamos de ter aquilo que queremos.
Escrita e lida a minha reflexão, apesar de vos querer apresentar posts que não literários, o primeiro texto de cada mês tem sido e continuará a ser a minha Reading list.
É certo que acabarei - com todo o gosto e mais algum - "A Rapariga que Roubava Livros", um livro que me está a encantar mais e mais a cada página. Para além dele, o "Caraval" ainda está por ler e ando a magicar outra obra para ocupar o meu tempo livre:


"Fangirl"- Rainblow Rowell
"Fangirl" é um livro que me assusta. Não pelas razões obvias, como ter palhaços, aranhas, ou fazer parte da saga Twillight, mas pelo facto de ser diferente, de me fazer sair da minha zona de conforto literária. 
A protagonista desta obra também batalha com este monstro, com a linha que separa o conhecido da novidade. Cath e a sua irmã gémea,Wren, refugiaram-se na leitura, nos fóruns, nas fanfics e nas personagens dos livros de Simon Snow. Tudo muda quando vão para a universidade, quando Wren se começa a concentrar no mundo real e Cath se questiona se algum dia o conseguirá fazer.
Um colega de quarto arrogante, um professor que despreza os seus gostos e um rapaz, porque há sempre um rapaz. Conseguirá Cath aventurar-se no mundo da escrita? Conseguirá desenvencilhar-se sem a irmã?
Tenho poucas espectativas para este livro, talvez isso seja um aspeto positivo.


Gostaria de colocar um terceiro livro na minha lista mas, muito honestamente, não faço a mínima ideia de qual seria. Talvez me aventure na Bertrand, talvez vá às prateleiras mágicas cá de casa, é um mistério. 
Assim, para além da minha reading list do mês, tenho o objetivo de terminar 50 livros antes de completar 17 anos. O meu Goodreads marca 47, ou seja, preciso de mais 3 livros até dia 22 deste mês. Será que estou à altura?
Como sempre, gostaria de saber acerca dos vossos planos literários, da vossa opinião sobre, neste caso, o "Fangirl" e o que gostariam de ver no blog!


quinta-feira, 12 de outubro de 2017

The one with the... | Review: Riverdale



A par da recente estreia da segunda temporada, falar-vos de Riverdale pareceu-me adequado.
É o tipo de série que nos deixa colados ao ecrã, que nos faz esquecer de responder às mensagens e de beber o chá que preparámos como acompanhante dos 45 minutos de  emoção e mistério que sabíamos ter pela frente. 
Chegamos à cidade perante a morte de Jason Blossom, uma tragédia que abalou Riverdale pelas suas circunstâncias enigmáticas e pela tenra idade do falecido. Depressa percebemos que nem todos os pormenores do dia em que o rapaz se afogou batem certo, que ainda existem histórias para contar e segredos que necessitam de sair do lago.

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Na contra capa | Reading list - Outubro

Outubro já nos bateu à porta há uns quantos dias - obrigada pela paciência quanto à falta de posts, eles voltarão à normalidade a partir de hoje (3 por semana) - e com ele uma nova Reading List.
Em Setembro, as minhas leituras não desiludiram, acrescentando três novos livros à prateleira "read" do Goodreads. O único que ficou por terminar foi "O Ano da Morte de Ricardo Reis", não por falta de tempo mas sim vagar. Não questionando a sua qualidade, o facto de ser um livro de leitura obrigatória estraga a minha experiência como leitora. Compreendo que o objetivo seja divulgar autores nacionais e incentivar à leitura, no entanto, não o faz e atrapalha os planos literários de qualquer bookworm  ( a Popuri, do blog Polyrhythm, escreveu um post interessante  acerca deste assunto). 
Assim, planeio que a obra de José Saramago acompanhe as minhas restantes leituras, incluindo as três que agendei para o primeiro mês de outono. 

domingo, 24 de setembro de 2017

Mumbling | Até que ponto é que a sociedade nos influencia?

Anna Dziubinska

Concluir que a sociedade onde nos inserimos tem um papel fundamental no nosso desenvolvimento é inevitável. Nascemos dentro de uma caixa, que nos impõe ideias, gestos, certos procedimentos e condena-nos quando ousamos expandir horizontes. 
Não deve ser vista como um bicho, já que é graças a essa caixa que princípios como os Direitos Humanos fazem sentido para nós, que homicídio nos parece bárbaro e casamentos por conveniência ultrapassados. Noutra parte do globo, tais ideias poderiam ser vistas de modo diferente.  
Dito isto, nem tudo é um mar de rosas. Vivemos num mundo onde o preconceito ainda nos assombra, onde a diferença é ostracizada e opiniões fortes silenciadas.
De uma forma ou outra, acabamos por ser constrangidos pelo meio em que vivemos, mas até que ponto é que deixamos que as ideias impostas pela sociedade nos influenciem?

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Na contra capa | 5 clássicos (e respetivas sentenças)



Tal como muitas outras histórias, esta começa com um simples sussurro de curiosidade. Foi ele que me empurrou para os clássicos, para essas histórias tão antigas e icónicas, que ainda inspiram os nossos contemporâneos.
Afinal, o que é um clássico da literatura?
Os resultados da minha pesquisa disseram-me que um verdadeiro clássico sobrevive ao maior dos inimigos, o tempo, não conhece a grande barreira do espaço e é apelativo a qualquer alma que saiba ler, ou seja, costuma ter como base temas que toquem o mais comum mortal: o amor, a morte, o ódio, a inquietação, e afins.
Para mim, este género literário brinda-nos com obras que, por mais antigas que sejam, influenciam (e continuarão a influenciar) gerações. Hoje, escrevo-vos sobre cinco dos clássicos que já li.

domingo, 17 de setembro de 2017

Na contra capa | "Não gosto de ler"


“If you don’t like to read, you haven’t found the right book.”  ― J.K. Rowling
Não havia como saltar páginas ou encurtar a história, eu já a sabia de cor (e não deixava que poupassem nos detalhes).Era impossível aconchegar-me se não tivesse uma caneca com leite achocolatado na mão e um livro pronto a ser lido na mesa de cabeceira. "Outra vez?". Sim, outra vez. Queria que me relessem a história do dia anterior, ou da semana passada, apesar de haverem tantas outras para contar. "Mas é tarde.". Tarde? Nunca é tarde para ler.

Depressa, os meus pais perceberam que tinham criado um monstro. 

Nunca andei de avião mas sinto-me uma pessoa mais do que viajada. Já atravessei um guarda-roupa, andei de comboio até Hogwarts, passeei pela Amazónia, Nova York, Wonderland, Itália e afins, escalei os Himalaias, saboreando as nuvens e o céu, perdi-me no centro da terra  e nos seus segredos infinitos...
Senti mais do que o que a minha vida me permitiu e fiz muito para quem ainda viveu tão pouco. 

Por já ter sido tão feliz em aventuras que não eram minhas, ter sentido tanto e desejado ainda mais, percebo que não gostem de romances, de thrillers ou policiais, mas não gostar de ler transcende-me

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

(Des)Aventuras | Último ano de secundário



Terão aqueles corredores algum dia sido meus? Talvez não tenha passado de mais um fantasma que se arrastou por eles, com as correntes pesadas de quem é obrigado a andar mesmo sem já sentir o chão.
Talvez...
Um dia, sabe-se lá porquê, posso perder este meu tato, este meu jeito de olhar para a minha vida com olhos de espetador. Será deveras uma perda triste. Gosto de ser assim, crítica de  mim mesma, apesar de ter de admitir: acabo sempre por me exceder. Nesse dia esquecer-me-ei também que não existem fantasmas, que todos nos tocamos uns aos outros das maneiras mais belas e peculiares. Por isso sei e grito com toda a certeza, que não tenho sido um fantasma e não hei-de me tornar um.